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Artigo

9 Mar 2017

Author:
Falila Gbadamassi, Franceinfo (France)

Cameroun : les anglophones privés d'Internet par le pouvoir

Les régions anglophones du Cameroun sont coupées du Net depuis la mi-janvier 2017. Un marginalisation numérique qui fait écho aux discriminations sociales et politiques dont se plaignent les anglophones depuis des décennies.Le Cameroun est devenu le théâtre de la plus longue coupure d’accès à Internet (à la fois sur le réseau filaire et mobile) enregistrée sur le continent africain à ce jour. Depuis le 17 janvier 2017, les deux régions anglophones du pays (Nord-Ouest et Sud-Ouest) sont privées de connexion. La mesure fait suite à une série de manifestations, dont certaines ont été violemment réprimées par la police, pour protester contre les discriminations dont fait l’objet la minorité anglophone du pays et réclamer plus d'autonomie...Nous recevons tous les jours des messages de détresse émanant de cette partie du Cameroun, beaucoup de messages de personnes qui sont inquiètes aussi, indique Julie Owono, responsable Afrique de l'ONG Internet sans frontières. Notamment au moment où la répression s’est intensifiée – arrestation de leaders politiques ou de simples badauds pris avec des tracts en leur possession – et qu’aucune information ne filtrait via Whatsapp, Viber… Il y a trois mois encore, on avait des images, par exemple, des manifestations qui se sont déroulées à l’université de Buea...et qui ont été violemment réprimées par la police.»

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